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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Poesia de segunda

Não é ela a mais doce, a mais bela
Ou emociante
Talvez seja ela a mais rude e amarga
A dúvida que paira sobre e em mim

Não é construída de meras palavras
Mas quisera eu que fosse
Pois as facilidades da vida também têm sua beleza

Mas como bom poeta, me apaixono pela minha obra
Ressalto porém, que só com um olhar diferente
Eu mesmo possa entedê-la

Difícil? Não.
O fardo é leve.

Onde a poesia tem que ser dita poesia
Sua beleza se esvai
Como a moça bonita que tem se afirmar
Como moça bonita

O meu enredo se resume ao amargor
E ao teor sublime
De, em dúvidas do sim e do não.
De certo ou errado,
Carregar a cruz da minha decisão

Onde dia após dia,
Minhas forças se renovam
Me levanto com asas de águia
Não por ser uma
Mas por decidir assim  o fazer

Mais uma segunda-feira cinzenta
Não vejo luz pela janela
Nem flores em meu jardim
Mas minha decisão foi plantada
E me refugio em sua beleza vindoura
Que outrora quase envenada
Um dia refugirá
A beleza do mais doloroso e mais correto
Ato de segunda.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Terça-feira

Dia de sol, dia de chuva,
Dia de nuvem, dia de vida.
A cada hora que se passa
A vida que se esvai
Por caminhos duvidosos
E incertezas de esperança

A musicalidade dos sons rotineiros
Na interferência e nos ruídos
Dos sentimentos
Que não podem se conter
Ao ver as nuvens passarem

Queria apenas ter certeza
De que tenho incerteza
Sobre o que quero e o que faço

A grande vantagem é que ainda é terça-feira

terça-feira, 7 de junho de 2011

Nascente


Deixei a música tocar enquanto lê, vale a pena.


Eu sinto algo
Como se uma nascente de águas estivesse
Em meu coração
Eu não sei de onde ela vem
Mas sei que ela esta lá

As águas que começam a correr pelo meu corpo
Vão muito além
Do que a ciência ou a mente podem explicar
Elas são reais, agudas e sólidas
Mas transcendentes e cheias de esperança

Elas fazem com que eu me doe
Com que eu me entregue
Não necessito de respostas
Deixo fluir, para atingir
Uma outra nascente

Correm com extrema velocidade
Mas com suavidade
E sutilidade
Carregam pra longe meus medos
Trazendo alegria num grande ciclo de vida
Que há dentro de mim

Enquanto se aventuram mundo afora
Muitos caminhos são trilhados
E vou me formando
Da mesma maneira que as águas
Se formam num recipiente, mas é maior
Muito maior

As beiras dos córregos
São atacadas pela fúria de minhas águas
Escondida de baixo de sua sutil beleza
Transformando seu mundo, violentamente
Não entendo, deixo fluir

Essa nascente não pede
Não exige explicações
Só quer correr
Em busca de outra nascente
Se presa, apodrece
Livre, o amor enaltece

Não é um jogo de perde e ganha
Não há perdedores, apenas vencedores
As águas mudam, crescem, limpam
Transformam vidas e alimentam
Corações
Ah se tais águas fossem libertas de seus cativeiros
O passado seria passado
Corações
As represas construídas cairão
As guerras cessarão
Corações
Mais importantes que cores
Aparências ou conceitos
Corações, corações

A nascente apenas vai, sem medo
Não para
Sabe da importância do início
E que a vida, precisa dela
Talvez não a minha
Mas outras
Outro coração, corações

Mais que obrigação, motivação
Nascer e dar vida
Viver e amar,
Coração.

Unidos pelo sangue.

Unidos pelo sangue.
Forever in my heart.