Deixei a música tocar enquanto lê, vale a pena.
Eu sinto algo
Como se uma nascente de águas estivesse
Em meu coração
Eu não sei de onde ela vem
Mas sei que ela esta lá
As águas que começam a correr pelo meu corpo
Vão muito além
Do que a ciência ou a mente podem explicar
Elas são reais, agudas e sólidas
Mas transcendentes e cheias de esperança
Elas fazem com que eu me doe
Com que eu me entregue
Não necessito de respostas
Deixo fluir, para atingir
Uma outra nascente
Correm com extrema velocidade
Mas com suavidade
E sutilidade
Carregam pra longe meus medos
Trazendo alegria num grande ciclo de vida
Que há dentro de mim
Enquanto se aventuram mundo afora
Muitos caminhos são trilhados
E vou me formando
Da mesma maneira que as águas
Se formam num recipiente, mas é maior
Muito maior
As beiras dos córregos
São atacadas pela fúria de minhas águas
Escondida de baixo de sua sutil beleza
Transformando seu mundo, violentamente
Não entendo, deixo fluir
Essa nascente não pede
Não exige explicações
Só quer correr
Em busca de outra nascente
Se presa, apodrece
Livre, o amor enaltece
Não é um jogo de perde e ganha
Não há perdedores, apenas vencedores
As águas mudam, crescem, limpam
Transformam vidas e alimentam
Corações
Ah se tais águas fossem libertas de seus cativeiros
O passado seria passado
Corações
As represas construídas cairão
As guerras cessarão
Corações
Mais importantes que cores
Aparências ou conceitos
Corações, corações
A nascente apenas vai, sem medo
Não para
Sabe da importância do início
E que a vida, precisa dela
Talvez não a minha
Mas outras
Outro coração, corações
Mais que obrigação, motivação
Nascer e dar vida
Viver e amar,
Coração.
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