Não é ela a mais doce, a mais bela
Ou emociante
Talvez seja ela a mais rude e amarga
A dúvida que paira sobre e em mim
Não é construída de meras palavras
Mas quisera eu que fosse
Pois as facilidades da vida também têm sua beleza
Mas como bom poeta, me apaixono pela minha obra
Ressalto porém, que só com um olhar diferente
Eu mesmo possa entedê-la
Difícil? Não.
O fardo é leve.
Onde a poesia tem que ser dita poesia
Sua beleza se esvai
Como a moça bonita que tem se afirmar
Como moça bonita
O meu enredo se resume ao amargor
E ao teor sublime
De, em dúvidas do sim e do não.
De certo ou errado,
Carregar a cruz da minha decisão
Onde dia após dia,
Minhas forças se renovam
Me levanto com asas de águia
Não por ser uma
Mas por decidir assim o fazer
Mais uma segunda-feira cinzenta
Não vejo luz pela janela
Nem flores em meu jardim
Mas minha decisão foi plantada
E me refugio em sua beleza vindoura
Que outrora quase envenada
Um dia refugirá
A beleza do mais doloroso e mais correto
Ato de segunda.
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