Certamente você já ouviu de várias pessoas que, hoje em dia, vivemos encurralados, em prisões domiciliares, com medo do mundo. Mas creio que a maior prisão que vivemos é a do medo de amar.
Por que? Porque amar dói. Dói sim, não tente me dizer que não porque dói. Te deixa aflito, te faz se entregar e muitas vezes sofrer por outra pessoa.
Amar não é fácil. Não é pra qualquer um, é pra quem tem coragem. Ou pra quem não pensa talvez.
Por estarmos machucados ou por medo de nos machucarmos, deixamos de arriscar, de colocar as cartas na mesa e apostar no amor. Mas talvez seja justamente o oposto disso que acontece. Talvez seja o amor que tira esses medos de nossa vida.
"No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora o medo produz tormento; logo, aquele que teme (se apavora) não é aperfeiçoado no amor" 1 João 4:18
Pelo lado bíblico, vejo que quem se aperfeiçoa, quem exercita o amor pelo próximo ( seja como companheiro ou outro tipo de relação), perde o medo e "faz as coisas". Pelo lado de vivência, vejo que casais e relacionamentos que dão certo são gerados quando alguém, por algum motivo racionalmente bem besta, não tem medo de amar alguém e se entregar por essa pessoa, mesmo sabendo que essa falhará, irá magoá-la algum dia.
Sabe por que? Porque querendo ou não, quando o amor entra em ação, o maior beneficiado é você. Mesmo que você não seja correspondido, amar alguém é uma experiência única que simplesmente chuta o medo que você tem dentro de você mesmo para bem longe.
Então, deixe com que o amor evolua em você, a um nível de perfeição. E que assim, a prisão onde você se encontra seja nada mais do que uma caixa de papel, que se dissolve e se abre com o tempo.
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Relacionamentos: isso se compra?
E que atire a primeira pedra que nunca disse, nem que seja brincando, que mulher só se interessa por dinheiro, carro e bens e etc. Pois é, bom se fossem só elas que agem dessa maneira.
Não tenho nenhum conceito sobre isso, aliás, acho bem machista imaginar que as mulheres são assim. O ponto que quero ressaltar é que as pessoas, em sua grande maioria, entram em um relacionamento por interesse. Mas até aí tudo bem, já que todas as nossas ações são realizadas devido a motivações. O problema é que esse "interesse" é puramente superficial e aproveitador.
Creio que hoje, as pessoas entram num relacionamento para sair lucrando a todo custo. Querem diversão, carinho, afeto e prazer, mas sem dar nem um pouco de si. Sem doar seu tempo, seu carinho, seus ouvidos e seu perdão.
É muito fácil dizer que quer namorar ou encontrar alguém e que ninguém bacana aparece, que o mundo está perdido. Difícil é você enxergar que muitas vezes você é a pessoa que não vale a pena, que tem tanto medo de entrar uma relação e se frustrar novamente, que tem os relacionamentos mais breves e superficiais da história, sem estar disposto a derramar uma lágrima sequer pela pessoa que diz gostar.
Não que eu goste ou queria chorar por alguém, mas sei que num relacionamento nem tudo são rosas. Nenhum dos dois é perfeito e blá blá blá. O que interessa é tem que haver luta, pelo seu bem e pelo do outro. Senão, vira mais uma troca de benefícios do que um relacionamento.
Também acredito que a maioria de nós já ouviu dizer que vivemos numa época extremamente consumista, onde o poder e a felicidade são "alcançados" através das aquisições, do bem material. Como publicitário, não me lembro de algum período na história onde o consumidor tenha tido tanto poder.
Hoje, se o consumidor quer algo novo ele tem. Se ele quer dar opinião, ele dá. Se quer meter o bedelho no processo e no próprio produto, ele mete. E se ele não gosta, ele troca.
Parece que esse conceito saiu das prateleiras dos mercados para o nosso estilo de vida.
As pessoas enxergam os outros como produtos. Se aproximam e mantém por perto aqueles que trazem mais benefícios, estabilidade, vantagens e por que não, status.
E nesse quesito, homens, mulheres e crianças ( sim, essa meninada de hoje em dia que tem 12 anos e acha que já sofreu horrores por amor) estão empatados. Quer dizer, as crianças um pouco menos. Elas ainda parecem gostar dos outros simplesmente por gostar. Já os mais velhos...esses estão comprando, literalmente, seus relacionamentos.
Sendo que, ao menor sinal de defeito no "produto" escolhido para ser seu companheiro(a), e até mesmo seu amigo(a) em alguns casos, as pessoas simplesmente descartam o outro e vão atrás de algum "produto" que não tenha defeito.
Bom, após isso, quero dizer que não estamos sendo criados com a habilidade de superar traumas e decepções. Estamos sendo criados dentro de uma visão que diz que nossa vontade tem que ser atendida e que tudo que apresenta defeito pode ser trocado. Felizmente a vida se encarrega de mostrar que o buraco é mais embaixo.
Se relacionamento se compra? Sim, já vi vários casos. Mas acho que não é bem um relacionamento, eu diria que é um investimento em um prazer momentâneo, de curtíssima duração, com efeitos colaterais que podem surgir a curto, médio e longo prazo.
Por isso, pense bem antes de julgar alguém por seus defeitos e mais ainda, antes de abandonar essa pessoa. Invista no amor, puro e verdadeiro, que essencialmente é incondicional.
Deus abençoe
Ps: Quem gosta saber mais sobre o consumismo e nossa sociedade tããão interessante, leia Harvey e Bauman, são ótimas referências.
Não tenho nenhum conceito sobre isso, aliás, acho bem machista imaginar que as mulheres são assim. O ponto que quero ressaltar é que as pessoas, em sua grande maioria, entram em um relacionamento por interesse. Mas até aí tudo bem, já que todas as nossas ações são realizadas devido a motivações. O problema é que esse "interesse" é puramente superficial e aproveitador.
Creio que hoje, as pessoas entram num relacionamento para sair lucrando a todo custo. Querem diversão, carinho, afeto e prazer, mas sem dar nem um pouco de si. Sem doar seu tempo, seu carinho, seus ouvidos e seu perdão.
É muito fácil dizer que quer namorar ou encontrar alguém e que ninguém bacana aparece, que o mundo está perdido. Difícil é você enxergar que muitas vezes você é a pessoa que não vale a pena, que tem tanto medo de entrar uma relação e se frustrar novamente, que tem os relacionamentos mais breves e superficiais da história, sem estar disposto a derramar uma lágrima sequer pela pessoa que diz gostar.
Não que eu goste ou queria chorar por alguém, mas sei que num relacionamento nem tudo são rosas. Nenhum dos dois é perfeito e blá blá blá. O que interessa é tem que haver luta, pelo seu bem e pelo do outro. Senão, vira mais uma troca de benefícios do que um relacionamento.
Também acredito que a maioria de nós já ouviu dizer que vivemos numa época extremamente consumista, onde o poder e a felicidade são "alcançados" através das aquisições, do bem material. Como publicitário, não me lembro de algum período na história onde o consumidor tenha tido tanto poder.
Hoje, se o consumidor quer algo novo ele tem. Se ele quer dar opinião, ele dá. Se quer meter o bedelho no processo e no próprio produto, ele mete. E se ele não gosta, ele troca.
Parece que esse conceito saiu das prateleiras dos mercados para o nosso estilo de vida.
As pessoas enxergam os outros como produtos. Se aproximam e mantém por perto aqueles que trazem mais benefícios, estabilidade, vantagens e por que não, status.
E nesse quesito, homens, mulheres e crianças ( sim, essa meninada de hoje em dia que tem 12 anos e acha que já sofreu horrores por amor) estão empatados. Quer dizer, as crianças um pouco menos. Elas ainda parecem gostar dos outros simplesmente por gostar. Já os mais velhos...esses estão comprando, literalmente, seus relacionamentos.
Sendo que, ao menor sinal de defeito no "produto" escolhido para ser seu companheiro(a), e até mesmo seu amigo(a) em alguns casos, as pessoas simplesmente descartam o outro e vão atrás de algum "produto" que não tenha defeito.
Bom, após isso, quero dizer que não estamos sendo criados com a habilidade de superar traumas e decepções. Estamos sendo criados dentro de uma visão que diz que nossa vontade tem que ser atendida e que tudo que apresenta defeito pode ser trocado. Felizmente a vida se encarrega de mostrar que o buraco é mais embaixo.
Se relacionamento se compra? Sim, já vi vários casos. Mas acho que não é bem um relacionamento, eu diria que é um investimento em um prazer momentâneo, de curtíssima duração, com efeitos colaterais que podem surgir a curto, médio e longo prazo.
Por isso, pense bem antes de julgar alguém por seus defeitos e mais ainda, antes de abandonar essa pessoa. Invista no amor, puro e verdadeiro, que essencialmente é incondicional.
Deus abençoe
Ps: Quem gosta saber mais sobre o consumismo e nossa sociedade tããão interessante, leia Harvey e Bauman, são ótimas referências.
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